sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A Internet do futuro será mais interativa

por Ísis Mota - Jornal O Tempo

Há dez anos, você provavelmente não tinha um computador e tinha uma vaga idéia do que era internet. Apenas três anos antes é que foi possível, através da iniciativa dos ministérios das Telecomunicações e da Ciência e Tecnologia, a abertura ao setor privado da Internet para exploração comercial. A Google, mola-mestra das novas idéias para o mundo virtual neste século, quer fazer parte de um consórcio que pretende oferecer Internet via satélite a 3 bilhões de pessoas em países da África e de outros mercados emergentes, como a América Latina.

Hoje, a videoconferência é acessível a qualquer um com um messenger e uma webcam. Treze horas de vídeos são colocados no YouTube - também da Google - a cada minuto. Se hoje qualquer conteúdo está a alguns segundos de distância, daqui a uma década a realidade deve suplantar a ficção. "A maioria dos dispositivos conectados à Internet, sejam móveis ou fixos, saberá onde está tanto geográfica como logicamente", diz Vint Cerf, principal evangelista de Internet da Google, em post no blog da empresa no Brasil.

Ele acredita que, em um futuro próximo, cerca de 70% da população terá acesso fixo ou móvel à Internet em velocidades cada vez mais altas, de até gigabits por segundo. De acordo com o cientista. será normal para os dispositivos, quando ativados, descobrirem que outros equipamentos estão próximos. "Quando você entrar em um quarto de hotel, seu celular receberá sua localização precisa, incluindo o número do quarto. Quando você ligar seu laptop, ele também saberá esta informação - seja através do aparelho móvel ou do próprio quarto", prevê. A julgar pelas previsões - nas quais a Google certamente já trabalha -, a Internet deixará de ser provedora de informação para nos servir no futuro. "O software tem uma fronteira ilimitada."

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